R$ 7 MIL: Médico reclama de taxa abusiva para construir clínica em ST e alega perseguição

22 de abril de 2013
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A Prefeitura de Serra Talhada exagerou na dose. Esta é a opinião do oftalmologista Dilson Gomes de Lucena, que está forçado a pagar uma taxa de Licença de Construção no valor de R$ 7.266,67 para iniciar os trabalhos de um centro médico que deve funcionar na Rua Floriano Peixoto, no bairro Nossa Senhora da Penha. O médico acredita estar sendo vítima de perseguição política por parte do governo petista, já que apoiou o então candidato Sebastião Oliveira, rival de Duque nas últimas eleições.

“Eu não estou dizendo que não quero pagar. Mas quero ser convencido que este valor é legal e justo. Quero ser tratado como povo. Como cidadão e contribuinte comum e não com um viés político-partidário”, desabafou Dilson Gomes, que procurou a redação do FAROL nesta segunda-feira (21).

Ele disse que o valor é abusivo porque fez uma pesquisa em outras construções similares e verificou que a maioria sequer é fiscalizada. “Eu não quero construir na ilegalidade. Levei o projeto para prefeitura e me devolveram esta taxa de mais de R$ 7 mil. Mas tem muita gente por aí que constrói e nada paga. Será que estou sendo cobrado por ser médico do grupo de Inocêncio Oliveira?”, questionou Dilson Gomes.

Inconformado, o oftalmologista disse que já procurou o secretário de Finanças, Marcondes Osório, para dialogar sobre o tema, mas nunca foi recebido. “Fui três vezes na sede da prefeitura e nunca conversei com o secretário. Nem ele me recebe e ninguém explica nada”, lamentou.

APELO

Dilson Lucena disse que uma comissão de empresários deve procurar a Câmara Municipal de Serra Talhada (CMST), ainda esta semana, para pedir ajuda aos parlamentares. “Meu empreendimento vai gerar empregos. Acho que deveria haver alguma legislação que olhasse para os geradores de emprego e renda na cidade. Como estou sendo mal tratado e sequer ouvido, só posso acreditar que é perseguição política”, finalizou Dilson Lucena. A reportagem não conseguiu localizar o secretário de Finanças Marcondes Osório para comentar a denúncia.

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